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Compartilhamento de objetos pessoais contribui para a propagação do Sars-CoV-2

Compartilhamento de objetos pessoais contribui para a propagação do Sars-CoV-2

Copos, talheres e piteiras são alguns dos itens que podem oferecer maior risco de transmissão de doenças como a COVID-19

O hábito de compartilhar objetos pessoais, como celulares, pulseiras, copos e talheres, vem sendo desestimulado desde o início da pandemia pelo novo coronavírus, considerando que o Sars-CoV-2, vírus causador da COVID-19, é transmitido também pelo contato com superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Segundo o último levantamento feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está entre os cinco países que mais registraram óbitos em decorrência do coronavírus entre 3 e 10 de janeiro, período após o Natal e Ano Novo (foram 6.049 mortes, alta de 23%), o que ressalta a importância da adoção, sem exceções, dos protocolos de prevenção estipulados pelas autoridades de saúde.

De acordo com o médico infectologista e coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar no Hospital Geral de Guarulhos (HGG), Daniel Lorenzon Bartmann, há itens com risco intermediário e outros com risco alto de transmissão de vírus e bactérias quando compartilhados, sendo que nenhum deles deve ser usado por mais de uma pessoa sem que antes haja a devida higienização. “Objetos de uso pessoal não devem ser compartilhados de maneira geral após seu uso, exceto após devida limpeza e desinfecção com álcool 70% ou lavagem com água e sabão”, esclarece.

Entre os itens que oferecem maior risco de transmissão de doenças como a COVID-19, quando compartilhados, estão os talheres, copos, batons e outros, como cigarros e piteiras de narguilé, que possibilitam o contato direto com secreções orais e respiratórias. “Esses objetos oferecem maior risco de transmissão, uma vez que entram em contato direto com o vírus no caso do indivíduo que compartilha o ítem estar contaminado com Covid”, orienta o infectologista.

Além de não compartilhar objetos pessoais, todas as medidas de prevenção, como o distanciamento social e a manutenção da higiene e o uso de máscaras, devem ser mantidas para mitigar a transmissão da doença, de acordo com o Daniel. “Devemos manter as medidas de etiqueta respiratória, uso de álcool gel e lavagem frequente das mãos, além do uso de máscaras com 2 camadas de tecido sempre que sair de casa. Devemos também evitar aglomerações, festas e locais fechados, por maior risco de transmissão da doença”, finaliza.

Leitos e taxa de ocupação

Com o significativo aumento no número de casos de COVID-19, também cresceu a necessidade de internações em virtude da doença, sejam elas em leitos de enfermaria, para os casos mais brandos, como em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), para casos mais graves. 

A SPDM - Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina administra, hoje, em todo Brasil, 1.422 leitos para casos de Sars-CoV-2, incluindo a COVID-19. A taxa de ocupação dos 684 leitos de UTI está em 64%, enquanto dos 738 de enfermaria está em 58%.

 

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